COVID-19 / NORMAS DGS

NORMAS DGS


26-10-2020

Testes COVID-19 RT-PCR (Moleculares) vs. Testes Rápidos Antigénio: Aplicabilidade

A nova atualização da NORMA da DGS vem dar continuidade a uma estratégia Nacional de Testes para a SARS-CoV-2 e visa contribuir para “a proteção da Saúde Pública e mitigar o impacto da pandemia nos serviços de saúde e nas populações mais vulneráveis.”

Neste sentido, os testes laboratoriais para deteção SARS-CoV-2 atualmente disponíveis em Portugal são:

  • Testes moleculares de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN):

• É o método de biologia molecular de referência (“Gold-Standard”) para o diagnóstico e rastreio, pressupondo a pesquisa genética do SARS-CoV-2 através da extração e amplificação do RNA do Vírus;

• São de dois tipos: testes RT-PCR convencionais ou testes rápidos de amplificação de ácidos nucleicos;

• Os resultados devem ser conhecidos no prazo de 24 horas após colheita.

  • Testes rápidos de antigénio (TRAg):

• São testes de proximidade, (“point of care”), com sensibilidade analítica igual ou superior a 90% e especificidade analítica igual ou superior a 97%.

• Têm uma menor sensibilidade que a metodologia de referência;

• Apresentam uma maior sensibilidade quando o teste é realizado em indivíduos sintomáticos, e numa fase inicial da infeção (casos com início dos sintomas inferior a 5-7 dias) – período em que a carga viral no trato respiratório superior é mais elevada.

  • Testes serológicos

• São testes que avaliam a resposta imunológica à infeção por SARS-CoV-2 por pesquisa dos anticorpos IgG e IgM, em plasma ou soro humano.

• A partir de uma colheita de sangue, são feitos imunoensaios realizados com quimiluminescência in vitro, com o objetivo de avaliar a provável imunidade do utente ao referido vírus.

Em que situações devem ser usados os testes?

  • assintomáticos, mas contacto de alto risco:  preferencialmente, o teste TAAN; o TRAg é uma alternativa viável se o resultado não puder ser disponibilizado em menos de 24 horas;
  • surtos (em escolas, estabelecimentos de ensino, estruturas residenciais partilhadas ou para idosos, etc.): testes rápidos de antigénio (TRAg); nestas têm prioridade os recém-nascidos, grávidas e profissionais de saúde.
  • internamentos e entradas em Lares ou residenciais sénior: os testes devem ser realizados até 72 horas antes da admissão. Preferencialmente, o teste TAAN; o TRAg é uma alternativa viável se o resultado não puder ser disponibilizado em menos de 24 horas.
  • profissionais de saúde ou cuidadores diretos “de maior risco de contágio”: devem ser testados regularmente, aplicando-se preferencialmente os TRAg.

Para mais informações, consulte a Norma 019/2020

14-10-2020

Alta Clínica e Fim das Medidas de Isolamento

O fim das medidas de isolamento dos doentes sintomáticos com COVID-19 é determinado pelo cumprimento dos seguintes critérios, sem necessidade de realização de teste laboratorial:

a) Doença ligeira ou moderada: 10 dias desde o início dos sintomas desde que:

i. Apirexia (sem utilização de antipiréticos durante 3 dias consecutivos e;

ii. Melhoria significativa durante 3 dias consecutivos;

b) Doença grave ou crítica: 20 dias desde o início dos sintomas, desde que:

i. Apirexia (sem utilização de antipiréticos) durante 3 dias consecutivos, e;

ii. Melhoria significativa dos sintomas durante 3 dias consecutivos;

c) Situação de imunodepressão grave, 20 dias desde o início dos sintomas, desde que:

i. Apirexia (sem utilização de antipiréticos) durante 3 dias consecutivos, e;

ii. Melhoria significativa dos sintomas durante 3 dias consecutivos;

d) Doentes assintomáticos (sem sintomas) - 10 dias, desde o início do diagnóstico laboratorial e até ao final do seguimento clínico.

e) Profissionais de saúde ou prestadores de cuidados de elevada proximidade de doentes vulneráveis, será sempre necessário um teste negativo para o fim do isolamento.

Nos 90 dias posteriores ao diagnóstico laboratorial de infeção por SARS-CoV-2, não deve ser realizado novo teste" a menos que o utente tenha sintomas da doença, seja "contacto de alto risco de um caso confirmado de covid-19 nos últimos 14 dias" ou não exista diagnóstico alternativo (incluindo outros vírus respiratórios) para o quadro clínico.

 

Alta Hospitalar e Hospitalização Domiciliária

Os doentes adultos com COVID-19 podem ser transferidos para internamento domiciliário se reunirem os seguintes critérios:

a) Permanência em internamento, pelo menos, até ao 8º dia de sintomas;

b) Critérios de habitabilidade e exequibilidade do isolamento no domicílio:

  • Telefone facilmente acessível;
  • Termómetro;
  • Quarto separado ou cama individual para o doente;
  • Uso de máscara cirúrgica pelo doente e coabitantes;
  • Acesso a casa de banho, preferencialmente individual;
  • Água e sabão para higiene das mãos e produtos de limpeza doméstica;Cuidador que assegura medicação do doente (de acordo com a autonomia do doente);
  • Não residir com pessoas imunodeprimidas ou grávidas.
  • Os doentes internados com COVID-19 podem ter alta hospitalar e o isolamento no domicílio quando apresentem:
  • Evolução clínica favorável;
  • Apirexia mantida há pelo menos 3 dias, sem utilização de antipiréticos; .
  • Ausência de insuficiência respiratória ou necessidade de oxigenoterapia; .
  • Ausência de agravamento imagiológico; . Cumprimento dos critérios de habitabilidade exequibilidade do isolamento no domicílio.

Para mais informações, consulte a atualização da Norma 004/2020.